segunda-feira, 26 de abril de 2010

Assassin's Creed 2


Há bastante tempo que esse jogo estava guardado na minha caixinha de dvds. E o por que? Toda vez que lia o nome, lembrava de horas de tédio que passei no Assassin's Creed, um inesgotável grind. O que eu lembro desse jogo era algo mais ou menos assim:


Claro que isso falando por alto. Mas o jogo também tinha várias qualidades, como um incrível detalhe artístico (um dos jogos que você mostra pros seus pais pra justificar a compra do seu Xbox ou Ps3) e uma estória bem interessante no estilo Código da Vinci. Alías o desfecho ficou bem legal, (spoiler alert) com o Desmond vendo aqueles sinais no quarto e etc.

Visto que o preconceito contra o gameplay já estava firmado, resolvi começar a jogar o Assassin's Creed 2 naquela manhã de domingo fadigosa, quando me pesava muito a consciência de algumas coisas que eu deveria fazer mas não estava com a mínima disposição de faze-las. Nada melhor então para esquecer dessas amolações (a.k.a "vida") jogando um pouco de Xbox.

Digo de início que me surpreendi, e o que deveria ser algumas horas me pregou por 12 horas em frente a TV. O jogo ainda é artisticamente lindo, e os controles continuam os mesmos. A estória que tanto me interessou no primeiro deu um upgrade no segundo e agora está muito mais enigmática. Mas e quanto ao gameplay, o que melhorou de lá pra cá?

Liberdade desse esquema de grind. Nada de obrigação de fazer missões genéricas o dia todo. Agora tem muita coisa pra fazer, e pra escrever sobre também. Por isso é melhor adotarmos a análise do Jack o Estripador, ou seja, feita em partes.

No primeiro jogo você comanda (através do Animus) Altair, ambientado no começo de 1191 na terra sagrada. Agora você controla Ezio Audotire, na Itália durante a renascença, no século 15. Por mais que sejam diferentes épocas, a quantidade de casas, janelas e coisas pra subir não muda muito, muito menos as pessoas chatas que ficam entrando na sua frente bem quando você está tentando correr (em vez dos mendigos, os trovadores agora). Isso é uma prova de que gente chata é uma coisa permanente nas cidades de qualquer época. Na estória, o pai de Ezio é assassinado, e agora ele quer vingança e ao mesmo tempo continuar o trabalho do pai e etc, dando toda aquela motivação pra você sair por aí matando com menos peso na consciência. A partir daí você sai pelas cidades, faz missões envolvendo muito sangue (tudo em nome da paz) e mata as vezes por diversão também (pra aliviar o stress). Mas o fato é que as missões agora são muito mais diversificadas, e a maioria da estória foi quebrada pra dar lugar a essas missões menores, tirando aquele caráter genérico. Sem contar também com momentos bem diferentes, como controlar a carroça turbo do Leonardo da Vinci ou voar por aí chutando guardas do telhado com uma asa inventada pelo mesmo.

Foi também adicionado um sistema de dinheiro. Com o dinheiro você pode comprar armas, armaduras, se curar (agora é pago), comprar poções, venenos, bombas, balas, contratar prostitutas, ou seja, com dinheiro você é o cara (o vídeo game imitando a vida)! Mas esse sistema ficou muito bom, e dá mais motivação pra jogar, como um level up no personagem. Da até pra colorir a roupa, trocar de capinha e usar vários artigos fashions. Outra coisa que envolve o dinheiro é a Villa Auditore, uma espécie de mansão que abriga também uma pequena cidade. Lá você pode gastar sua bufunfa reformando lugares e enchendo de quadros e objetos. O bom é que quanto maior o valor da Villa, mas dinheiro você ganha como income. Os incomes são a cada 20 minutos e tem um limite de uns 4 incomes. Dae você tem que ir lá pegar o dinheiro, uma proteção para que você não deixe o vídeo game ligado a noite e acorde no outro dia milionário. O esquema da Villa é bem interessante, e mostra que você sim jogaria Farmville apesar de todos aqueles rants que fez em forums públicos.

Além disso existem coisas extras para se fazer no jogo. Uma delas é adquirir os selos na tumba de assassinos, e quando você pega todos ganha a armadura do Altair (que deve estar com um cheiro daqueles). Você também pode procurar os símbolos escondidos do jogo, pra assim revelar a grande verdade guardada pelo Subject 16. Para liberar cada símbolo é preciso resolver diversos puzzles, alguns bem desafiadores. E claro não poderiam faltar as peninhas, estátuas e outras coisas extremamente chatas que servem pra aumentar seu e-penis (ou gamescore). Eu peguei a armadura do Altair e fechei o segredo antes de zerar, mas não tive paciência de pegar as outras coisas. Terminado tudo, zerei e achei o desfecho do jogo é até mais enigmático que o do primeiro, ou seja, você comprará o terceiro jogo.

Em suma a experiência de Assassin's Creed 2 é bem melhor que a do seu antecessor. Particularmente acho que gastaram todo o dinheiro que tinham no primeiro pra desenvolver a arte, o script e a jogabilidade e só agora no segundo que tiveram a liberdade de construir o que o jogo deveria ser a princípio.

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